Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Pácticas com as crianças surdas - Intervenção Precoce e Educação de Infância
Realiza-se no próximo dia 28 de Novembro de 2009, uma sessão trabalho/encontro intitulado "Pácticas com as crianças surdas - Intervenção Precoce e Educação de Infância".
O Encontro é promovido pelo GAbinet de Acompanhamento à Educação Especial da DREN e pelo Agrupamento de Escolas de Lamaçães - Agrupamento de rEferência para a Educação de Alunos Surdos.
O programa é o seguinte:
10:00 Abertura: Conceição Menino, Coordenadora do Gabinete de Acompanhamento à Educação Especial da DREN, João Dantas, Director do Agrupamento de Escolas de Lamaçães e Margarida Leitão, Subdirectora do Agrupamento de Escolas de Lamaçães
10:15 «Projecto de Intervenção Precoce de Braga», Ana Paula Pereira (APPACDM) e Luísa Campos (AREBAS Lamaçães)
«Bebé surdo – família – escola de referência, o triângulo necessário», Ana Salgado, Cármen Torres e Susana Ribeiro (AREBAS de Lamaçães)
«A brincar também se aprende», Ana Luísa Ferreira, Carolina Ribeiro, Emília Teles, Regina Silva e Sofia Quintas (AREBAS Eugénio de Andrade)
«E porque não a música?», Alexandra Ferreira, Alzira Chaves e Cármen Torres (AREBAS de Lamaçães)
Debate moderado por Luísa Campos (AREBAS Lamaçães)
13:00 Intervalo para almoço
14:30 Grupos de trabalho
A.«A família na escola», coordenação Ivone Pereira, José Manuel Cruz, Luísa Campos e Susana Amaral (AREBAS de Lamaçães); Maria do Céu Gomes, relatora; Sara Barbosa, interpretação
B. «Mãos e voz em parceria, histórias em sintonia», coordenação de Ana Luísa Ferreira, Regina Silva e Sofia Quintas (AREBAS Eugénio de Andrade); Ana Salgado, relatora; Ana Rio, interpretação
C. «Introdução ao Cued Speech – Português Falado Complementado», coordenação de Bruno Coimbra e Susana Capitão (AREBAS Eugénio de Andrade); Alzira Chaves, relatora; Inês Carvalho, interpretação
D. «Sensibilização ao Sign Writing», coordenação de Bruno Remédios (AREBAS de Lamaçães); Eduardo Cabral, relator; Vera Macedo, interpretação
16:30 Encerramento dos grupos de trabalho
(Programa da manhã com tradução em LGP; assegurada a participação voluntária de intérpretes nos grupos de trabalho da tarde em que participam Surdos)
Organização
Gabinete de Acompanhamento à Educação Especial da DREN e
Agrupamento de Escolas de Lamaçães, Braga,
Agrupamento de Referência para a Educação Bilingue de Alunos Surdos
Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa
Comemora-se no próximo domingo, dia 15 de Novembro o dia nacional da LGP (que é domingo...)
Como todos os anos, o Agrupamento de Escolas de Lamaçães (agrupamento de referência na Educação Bilingue de Alunos Surdos) vai comemorar no dia 13 de Novembro, sexta-feira.
O programa está organizado da seguinte forma:
Manhã - cada escola de referência festeja com a sua comunidade educativa.
Na Escola EB 2,3 teremos um momento de poesia em LGP na Biblioteca às 9h30.
Convite para familiares e amigos dos alunos Surdos:
Dia da Língua Gestual Portuguesa
13 de Novembro de 2009
Convite:
O Grupo de Docentes e Técnicos de apoio à Educação Bilingue de Alunos Surdos do Agrupamento de Escolas de Lamaçães tem o prazer de convidar para a comemoração do dia da Língua Gestual Portuguesa, a realizar no dia 13 de Novembro de 2009 na Escola EB 2,3 de Lamaçães, pelas 18h30.
Programa:
- História “O peixinho arco-íris” - grupo bilingue do JI Brácara Augusta
- Mímica vs LGP – Alunos surdos do 1º Ciclo Escola EB1 Bairro
- Adivinha e anedota em LGP - Alunos surdos do 1º Ciclo Escola EB1 Bairro
- Dança “Chocolate” - Alunos surdos do 1º Ciclo Escola EB1 Bairro
- História “A Lua e o rato” - Alunos surdos do 1º Ciclo Escola EB1 Bairro
- Poema “Mundo do silêncio” alunos surdos do 3º Ciclo
- Poema “Surdo” – alunos surdos do 2º Ciclo
- Lanche-convívio
Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
Estamos mais pobres...
A Escola de Referência na Educação Bilingue de alunos surdos de Lamaçães está de luto.
Perdemos a Terapeuta Cristina, o céu ganhou um anjo.
A saudade será eterna.
Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009
Bem vindos!
Um novo ano lectivo se inicia na próxima segunda-feira no Agrupamento de Escolas de Lamaçães!
Com o calor que o verão deixou, chega a alegria do regresso, do reencontro de todas as "mãos" que fazem a nossa Escola de Referência.
A todos os alunos, docentes e Técnicos os desejos de um ano lectivo cheio de sucesso e de realizações.
O nosso blogue voltou e, espero, que muitas "mãos" venham teclar aqui, na partilha que se deseja e que tanto nos pode enriquecer!
A quem entrou "a bordo" deste projecto pela primeira vez este ano lectivo, as maiores felicidades e... recebemos essas "mãos" com alegria e expectativa.
Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Actividade de final de ano

Os alunos surdos da Escola EB 2,3 de Lamaçães realizaram ontem, dia 4 de Junho de 2009, uma visita de estudo e lúdica ao Porto.
De manhã, partimos de comboio com destino a São Bento. Foi uma viagem cheia de mãos que falavam sem parar.... De São Bento, avançamos com muita alegria, para a Ribeira para apanhar o barco que nos levou a fazer o cruzeiro das seis pontes do Rio Douro. Apesar das nuvens que teimavam em cobrir o sol, ele acabou por nos brindar com o seu brilho. Acabámos a viagem com muitos sorrisos e... com fome.
O almoço foi num restaurante, de onde todos saímos refeitos. E de novo nos lançámos a caminho do Palácio de Cristal - a paragem seguinte foi na Biblioteca Almeida Garrett onde fizemos um Workshop sobre "pixilação" e "stop motion" (técnicas de animação feitas com fotogramas).
A sessão foi muito interessante e participadíssima. Em breve teremos os vídeos feitos aqui!
Foi um dia maravilhoso: convivemos, passeámos e aprendemos.
Os nosso agradecimentos ao Director, Dr. João Dantas pelo apoio,
às nossas Intérpretes (Vera e Sara), ao Formador/Docente de LGP Bruno Remédios, à Professora Ângela Melo, aos estagiários da ESE e... a todos os que participaram e tornaram esta actividade possível.
(Um abraço especial à Vera, a nossa gestora dos fundos e... que "ginástica" teve que fazer para que tudo fosse possível!)
No próximo ano vamos fazer animações, vão ver!!!
Aqui vai o sítio da Casa da Animação do Porto.
Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
Sessão de educação sobre educação para os afectos
Hoje, dia 29 de Maio de 2009, realizou-se na Escola EB 2,3 de Lamaçães, uma sessão sobre educação para os afectos destinada aos alunos surdos do 3º ciclo. O palestrante for o Dr. Constantino Santos, cujo currículo abreviado apresentamos:
Medico de Família, consultor em Medicina Familiar, Coordenador do
Serviço de Atendimento de Adolescentes, do Centro de Saúde.
Faz parte do seu trabalho habitual o Planeamento Familiar e a vigilância de gravidez.
Pós-graduação em Educação Sexual, pós-graduação em Orientação Familiar, pós-graduação em Saúde Escolar.
Acreditação pelo Conselho Cientifico Pedagógico da Formação Contínua do Ministério da
Educação.
Associado do Centro de Estudos de Orientação Familiar.
Colaborador do Centro de Formação da Casa do Professor.
Colaborador do Centro de Mediação Familiar da ONG In Famíla
Colaborador do Fórum da Família.
Os nossos agradecimentos ao Dr. Constantino Santos.
Esta sessão foi dinamizada pelos estagiários do Curso de Tradução e Interpretação em LGP da ESE do Porto.
Parabéns Filomena e Nuno, Vera e Sara!!
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
MATTICOM/LGPMAT

A Escola EB 2,3 de Lamaçães, no ano 2008/09, candidatou-se ao Prémio Fundação Ilídio Pinho “ Ciência na Escola” – Ciências da Vida e Tecnologias de Informação e Telecomunicações”. Assim de uma equipa de professores nasce o matticom – matemática e tecnologias de informação e comunicação.
Pretende-se que o projecto funcione como uma extensão do programa curricular, ao permitir que os alunos se envolvam em experiências de aprendizagem mais enriquecedoras, recorrendo às tecnologias de informação e comunicação. Deste modo, acedendo ao Portal Web onde o projecto será disponibilizado, todos os alunos terão a oportunidade de realizar, em casa ou na escola, uma aprendizagem mais autónoma, sem deixar de ser orientada. Também contribuirão para a elaboração de um glossário de termos matemáticos.
Por ser uma escola de referência para a educação e ensino bilingue de alunos surdos, os responsáveis do projecto pensaram direccioná-lo também para este público – alvo por vários motivos:
· Os alunos surdos são aprendentes visuais;
· A língua de escolarização dos alunos surdos severos/profundos é a LGP (Língua Gestual Portuguesa), pelo que o acesso aos conteúdos curriculares, à igualdade de oportunidades e ao pleno desenvolvimento pessoal, social e educativo só pode acontecer se for garantido o ensino em LGP (directo, se o professor a souber, ou mediado por um Intérprete/Tradutor de LGP);
· Deve ser garantida a equidade e a igualdade de oportunidades dos alunos surdos, concretamente, através da sua participação em projectos e/ou actividades da escolas.
Assim sendo este projecto inclui informação/formação para estes alunos na língua que é a sua (LGP) pelo que são disponibilizados conteúdos em LGP, em vídeo digital.
Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
A minha comunicação no Seminário da A. Surdos de Guimarães
A comunicação é uma actividade de extrema importância para o ser humano. Somos seres sociais e, por isso, necessitamos de estabelecer contactos com os outros seres e… connosco.
Antes de nascer, o bebé tem, já uma comunicação com a mãe: sente o bater do seu coração e todos os movimentos que esta faz. É por esta razão que os médicos colocam o bebé recém-nascido sobre a mãe, para que ele sinta o bater do coração materno e, assim, se tranquilize da agressão que é o parto, a primeira inspiração e a hostilidade que o mundo apresenta para aquele pequeno ser.
Se o bebé for ouvinte e os pais ouvintes, a aquisição da língua faz-se de forma perfeitamente espontânea e natural, por mera e simples exposição à comunicação e língua da comunidade.
Se o bebé for surdo e tiver pais surdos, utilizadores da LGP, a comunicação acontece da mesma forma natural e espontânea, por exposição à comunicação da língua da sua família.
Qual a diferença entre estes bebés e seus pais?
No 1º caso, a língua é oral e auditiva e é a língua da maioria do seu país.
No 2º caso, a língua é visual e motora e é língua minoritária
Sabe-se, pela investigação, que as mães surdas utilizam estratégias de comunicação visuais e, rapidamente, ensinam o seu bebé a fixar o seu rosto, a fixar as suas mãos, a seguir os seus movimentos.
Quando nasce um bebé surdo numa família de ouvintes, o problema surge…
Os pais ouvintes querem que os filhos surdos falem...
- Se lhes assegurarem que isso depende do Implante Coclear, eles fá-lo-ão
- Se lhes assegurarem que isso se pode alcançar através da LGP, eles tentarão aprender essa língua.
Mas, se lhes dizem que a língua gestual impede o desenvolvimento da oralidade, eles procurarão impedir o contacto dos filhos com essa língua...
Quais os problemas que se colocam aos pais?
De acordo com as visões da surdez, assim se podem enquadrar as opções que são colocadas aos pais:
- Visão clínica/terapêutica – procuram-se as causas, o diagnóstico, a opção implante coclear (vista como “a cura” para a surdez)
- Visão linguística – põe o tónus na problemática da aquisição da língua oral/gestual
- Visão educacional - o eterno dilema sobre as opções oralistas, gestualistas na educação da criança surda…
- Visão social - problemas na integração na sociedade maioritária, dificuldades na procura de emprego…
- Visão política - o “Deaf empowerment” movimento que luta pelo poder da comunidade surda, pelo seu direito á diferença e à língua gestual.
Assim:
· De um lado há a defesa do oralismo que é visto como a “normalidade”, prometendo respostas com o avanço tecnológico.
· Do outro lado há o bilinguismo que defende a LGP como a língua dos surdos e até a ideia da identidade e cultura surdas.
Como perspectiva antagónicas:
- Normalizar – visão da saúde
- Diminuir os estigmas –visão pedagógica
São, pelo apresentado, os filhos surdos profundos com pais ouvintes que levantam mais problemas.
Visões da surdez:
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Ciências biológicas
I
Deficiência
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Ciências humanas
I
Diferença
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I
Procuram resposta nos avanços tecnológicos
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I
Defendem a LG como a língua dos surdos e a ideia de uma cultura surda
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I
Procura “normalizar”
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I
Procura reduzir os estigmas
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A identidade surda baseia-se no uso da LG em contacto com outros surdos
Através da LG, surgem novas possibilidades de compreensão, de diálogo, de aprendizagem. Por isso, a LG é a única capaz de fornecer identidade ao surdo.
A identidade – é a busca de especificidades que estabeleçam fronteiras identificatórias com o outro, bem como a pertinência dos outros membros do grupo social a que pertence.
Os falantes de uma mesma língua interagem mais entre si, do que entre falantes de diferentes línguas.
Skliar, 1998 afirma que “o problema não é a surdez, não são os surdos nem a língua gestual, mas as representações dominantes, hegemónicas, “ouvintistas” sobre aqueles.
O autor enfatiza a superioridade que os ouvintes impõem aos surdos.
“O surdo é detentor da herança genética da espécie humana que lhe confere o potencial cognitivo, gerador das funções cerebrais superiores nomeadamente, a criação de uma linguagem natural, perfeitamente apta a preencher a função comunicativa na sua maior complexidade e expressividade”
Baptista A, 2008
Problema do diagnóstico tardio da surdez:
A surdez não se vê exteriormente, por isso, é descoberta tardiamente o que implica que a criança fique privada de linguagem até uma idade tardia.
Para terminar,
O uso da LGP é essencial para o desenvolvimento das crianças surdas e para o seu processo de aprendizagem e integração social. Sem ela, os jovens surdos adquirem graves problemas de desenvolvimento e de aprendizagem, além de graves problemas de auto-estima.
O processo de ensino/aprendizagem dos alunos surdos não pode ser igual ao dos ouvintes: o canal de input bem como o de output são completamente diferentes.
É perfeitamente possível que os alunos surdos cumpram os currículos das diferentes disciplinas, mas apresentado de forma apropriada e sempre através da LGP.
O ensino bilingue, utilizado com consciência profissional, com nível crescente de exigência, é o que mais se adequa aos surdos profundos.
A inclusão, para os surdos, faz-se no grupo de surdos e, também, com os ouvintes, mas para os surdos filhos de pais ouvintes, a comunidade linguística de referência é fundamental, bem como a presença de professores surdos que lhes servirão de modelos.
As escolas de referência são uma boa resposta para as necessidades dos alunos surdos e são, também, pólos de divulgação da LGP, da identidade surda e fornecem aos ouvintes a oportunidade de conviver com a comunidade surda e com a LGP.
É uma utopia imaginar que a escola adequada para uma criança surda é a escola do bairro, onde ele não tem pares (crianças surdas como ele) para comunicar. É, também, utopia pensar que o ME vai colocar um Intérprete para cada aluno…
Sei que a comunidade surda necessita de Intérpretes nos locais públicos, não apenas nas escolas, de modo a acederem aos serviços da comunidade tal como as pessoas ouvintes.
A luta ainda não terminou, mas deram-se passos muito importantes. É preciso não dar passos atrás.
"Barreiras na comunicação social e familiar"

A Associação de surdos de Guimarães e do Vale do Ave levou a cabo no passado sábado um seminário intitulado "Barreiras na comunicação social e familiar". Debateram-se assuntos de grande interesse e a conferência foi muito participada, principalmente por pessoas surdas.
A Associação de surdos de Guimarães está de parabéns por esta iniciativa que chama a atenção para os problemas que se colocam às pessoas surdas na sua comunicação com a maioria ouvinte (ou com as suas famílias ouvintes). Foi, ainda debatida a problemática que se relaciona com a educação das crianças surdas.
Domingo, 3 de Maio de 2009
Formação em LGP (pais, familiares e amigos dos alunos surdos)
Hoje, dia 2 de Maio de 2009, iniciámos a formação em LGP para os pais, familiares e amigos dos nossos alunos.
Foi uma sessão tão participada, apesar de ser entre o feriado do 1º de Maio e o fim-de-semana, que vamos ter que dividir o grupo.
Foi com afinco que todos "meteram mãos à obra" para aprender a comunicar com os seus filhos, irmãos, amigos surdos.
